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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Definindo Proporções Quadro x Parede

COLUNA ARTE NA PAREDE
Mariana Barbosa

Estudo de Casos: Quartos

Tão importante quanto saber combinar o estilo de uma obra artística ao estilo adotado na decoração é saber inserir uma tela de tamanho proporcional à parede onde estará acomodada e, principalmente, à dimensão do seu ambiente.


Com relação à escolha da dimensão de uma obra para determinado local, deve-se observar a dimensão do cômodo onde ela será exibida: obras maiores precisam de um ângulo de visão maior para que possam ser melhor visualizadas e compreendidas, ficando bem em ambientes com maiores profundidades. Obras menores podem ser contempladas a distâncias menores e muito bem se adequam a ambientes de pequena profundidade.

Os quartos, em geral, são ambientes de proporções não tão grandes, portanto escolher obras de arte de tamanhos médios a pequenos para este cômodo é uma estratégia que terá sucesso.

FIGURA 1

Neste primeiro exemplo, um quarto de bebê onde as dimensões do quarto são bastante reduzidas (largura do quarto em torno de 2,2m) não existem muitas paredes disponíveis para acomodar obras de arte, já que grande parte do espaço foi ocupada por móveis. Para acomodar duas obras de tamanho pequeno foi criado um painel de madeira branco atrás do berço, que serve de pano de fundo (uma espécie de emolduramento) para destacar as peças a serem colocadas. Com isso, as obras deixam o ambiente descontraído e alegre.

FIGURA 2

Por sua vez, neste outro quarto infantil para duas meninas a estratégia projetual, de uma maneira geral, se baseou no princípio da simetria, tanto para os móveis quanto para as obras de arte. Sendo assim, a parede de destaque que acomoda as duas camas foi revestida com papel de parede colorido, e as obras de arte foram centralizadas na cabeceira de cada uma das camas, mantendo uma relação de proporcionalidade com o espaço disponível.

 FIGURA 3

No quarto do rapaz acima foi criado um painel baixo de madeira como cabeceira para o colchão, restando um longo espaço linear acima deste painel. Desta forma, a ideia é ocupar a parede de maneira total com obras de arte. Por ser um ambiente relativamente pequeno, ao invés de se colocar uma obra de grandes dimensões, a estratégia foi inserir várias peças de dimensões menores, estabelecendo, também, uma composição simétrica no ambiente.

FIGURA 4

Já neste quarto para uma jovem, ao invés de se trabalhar com o princípio da simetria, como nos ambientes anteriores, buscou-se uma composição entre móveis e obras de arte de maneira a se complementarem. Assim, foram escolhidos trabalhos circulares, que se inserem em meio a um trabalho de prateleiras, as quais se contrapõem ao trabalho em “zig-zag” que ficaram à direita do ambiente.

FIGURA 5

Neste outro quarto de moça, novamente o princípio de simetria e centralidade foi explorado, com a escolha de um díptico para complementar a decoração, o qual foi posicionado sobre a cabeceira da cama.

FIGURA 6

Finalmente, neste quarto de casal, o princípio da simetria foi utilizado de maneira parcial: optou-se por posicionar obras de arte sobre os criados-mudos, ao invés de posicioná-las sobre a cabeceira, utilizando-se, assim, da simetria. Porém, como os criados-mudos são de dimensões diferentes, optou-se, também, por colocar obras de diferentes dimensões, que ficassem proporcionais aos móveis. Esta estratégia subverte tal princípio, porém cria uma relação de proporcionalidade com os demais objetos ali inseridos.

De uma maneira geral, é importante salientar que as obras de arte devem sempre estar em harmonia com o mobiliário proposto para o ambiente, seja com relação ao seu estilo, seja com relação às suas dimensões. Normalmente, as obras de arte se posicionam centralizadas em relação aos móveis colocados à frente delas ou, alternativamente, com alguma relação de proporcionalidade móvel-obra de arte.

Especificamente para os quartos, observa-se que a parede de destaque do ambiente usualmente acaba sendo aquela onde está posicionada a cabeceira da cama, tornando-a um espaço bastante explorado para a inserção de obras de arte.

Mariana Barbosa Arquitetura.
Rua Padre Agostinho, 1030 -Mercês
80430-050 - Curitiba, PR - Brasil
Telefone: (41) 33395654

quinta-feira, 17 de maio de 2012

DEFININDO AS MOLDURAS PARA SUAS OBRAS


COLUNA ARTE NA PAREDE
Mariana Barbosa
A escolha de uma obra de arte para finalizar a decoração de um ambiente deve estar de acordo com o estilo adotado na decoração: a composição dos móveis, adornos e obras de arte devem possuir uma harmonia visual. Da mesma maneira deve ser feita a eleição da moldura que encabeçará tal obra. Uma moldura poderá valorizar ainda mais o trabalho do artista, potencializando seu efeito visual no espaço.
Primeiramente é importante definir em qual parede o quadro será colocado, se ele ficará só ou ladeado por outras obras, enfim, imaginar a composição final da parede. Fazendo esta simulação é importante estar atento à relação entre a dimensão da parede e a dimensão da obra ou das obras a serem colocadas, trabalhando sempre com proporções para que um quadro pequeno não fique “perdido” em uma enorme parede, ou que uma composição muito grande perca sua beleza por ficar “apertada” em um pequeno espaço.
FIGURA 1

A proporção entre a dimensão do quadro e o espaço entre as duas portas ficou harmônico. A utilização de um passe-partout branco evidenciou o colorido da obra, enquanto que a aplicação de uma moldura clássica compôs com o estilo da residência.

Se a obra vai ser colocada sozinha na parede, o mais importante é que a moldura esteja em sintonia com a própria obra: molduras claras tendem a acentuar o colorido das obras, molduras escuras compõe com quadros em tons suaves e neutros. Além disso, deve-se determinar a largura de uma moldura de acordo com a dimensão da parede a ser colocada, já que podemos com esta peça ajustar a dimensão da obra à dimensão da parede. Uma obra pequena pode ser expandida pela colocação de uma larga moldura a fim de ficar proporcional ao espaço de uma parede grande, ou se a obra é pouco menor do que o espaço de parede a que se destina é preciso escolher uma moldura delicada que mantenha uma proporção agradável entre obra e parede.
FIGURA 2
Nesta pequena circulação, foi escolhida uma moldura mais larga para adequar o tamanho da obra à parede. A moldura lisa e de cor branca destacou o colorido das flores, além de imprimir um estilo moderno á obra.

            Se estivermos escolhendo molduras para diversas obras que serão colocadas em composição em uma parede, além de estar atento à composição do quadro com a sua própria moldura temos que nos concentrar em combinar as diferentes molduras dos quadros. Escolher uma mesma moldura para todos os quadros da composição nem sempre dá um bom resultado, o melhor é verificar qual moldura se encaixa em cada quadro e buscar uma harmonia entre as diferentes molduras. 
Composição de paisagens em um ambiente clássico: O quadro da direita foi emoldurado em tom dourado já que o quadro possui tons vibrantes de amarelo. Desta maneira a pintura foi valorizada e compôs com o estilo clássico. Os outros dois quadros da composição foram emoldurados com peças de cores complementares entre si, finalizando a composição.
FIGURA 3

As obras contemporâneas nem sempre requisitam a utilização de molduras. Alguns artistas utilizam a lateral da obra para dar continuidade ao trabalho, já servindo de acabamento final da obra. Outros trabalhos são criados como verdadeiras peças escultóricas com  a sobreposição de formatos e diferentes tamanhos, não tendo a necessidade de serem envoltos por algum tipo de acabamento; ou ainda  outros que são criados com a exploração de recortes geométricos na própria obra, o que dispensa a colocação de uma moldura.
FIGURA 4
 Exemplo de obra contemporânea: a artista Danielle Jacob fez o acabamento lateral do quadro em continuidade com a composição frontal, não sendo necessária a aplicação de moldura. Os tons quentes da obra aparecem em contraste com os outros elementos do ambiente.

 FIGURA 5
Outro exemplo de obra contemporânea onde a artista Patrícia Azoni trabalha com uma composição geométrica em diferentes volumetrias e recortes.

            Enfim, o importante é que a composição moldura-obra tenha um equilíbrio, que a moldura não se sobreponha à própria obra e principalmente que seja um elemento de transição obra-parede, não significando uma homogeneidade, em alguns casos a harmonia se faz necessária, e em outros o contraste.

 FIGURA 6

Nesta gravura contemporânea do artista Rodrigo de Haro,  a moldura composta por “passe-partout” branco e filete preto da continuidade ao trabalho nestas mesmas cores. A borda preta contrasta com o fundo claro da parede.

Mariana Barbosa Arquitetura.
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segunda-feira, 26 de março de 2012

HALL DE ENTRADA: ESTILO ALIADO À ARTE

COLUNA  ARTE NA PAREDE
 Mariana Barbosa 

Apesar de na maioria das vezes ser de tamanho reduzido, o Hall de Entrada de sua casa ou apartamento é um  espaço de intenso uso no dia a dia. É um espaço de passagem e transição para outros espaços, e onde recebemos familiares e amigos com muito entusiasmo, sempre procurando dar-lhes boas vindas, seja para festejar uma data especial, seja para receber alguém para um papo íntimo e discreto.
Uma obra de arte aplicada neste espaço sempre será notada por ser o primeiro espaço experimentado em uma unidade residencial. Assim sendo, devemos aplicá-la em concordância com a ambientação requisitada para o espaço. Os espaços arquitetônicos, além de possuírem funções específicas no nosso cotidiano, tem o poder de nos causarem experiências sensoriais através dos diferentes sentidos percebidos pelo corpo humano (visão, audição, olfato, tato). Esta experiência tridimensional do espaço é influenciada pela sua volumetria, dimensões, cores, iluminação e texturas, que são o resultado formal da concepção espacial idealizada.
Colocarei aqui alguns estudos de caso, onde se criam diferentes atmosferas na ambientação de um Hall de Entrada. No primeiro caso, a intenção é de proporcionar uma atmosfera de aconchego. Para alcançar tal objetivo, pode-se utilizar alguns revestimentos naturais, tais como madeira e pedra, a fim de cobrir o espaço com diferentes texturas, ou ainda lançar mão do uso de papeis de parede, os quais conferem uma textura mais aveludada às superfícies. As cores utilizadas podem ser em tons pastéis tanto para o revestimento de pisos como de paredes. Ao inserir uma obra de arte neste espaço, esta será uma extensão visual dos outros elementos que o compõem, pela utilização de obras que possuam a mesma gama de cores utilizadas nos revestimentos de pisos e paredes do ambiente, podendo ser um tema abstrato com cores suaves; obras com paisagens; ou elementos florais – a natureza sempre nos traz a sensação de paz e aconchego. Como toque final, procure destacar a obra com uma iluminação pontual e suave, conseguida com o uso de spots direcionáveis para lâmpadas AR70.
fonte: http://www.simplesdecoracao.com.br/2011/07/ideias-para-decoracao-do-hall/ 
 Em um segundo exemplo de ambientação para Hall de Entrada, mostrarei a criação de um espaço que possua um ar contemporâneo, que cause alguma surpresa ao visitante. Neste caso, procure trabalhar com cores claras e texturas mais lisas e brilhantes nos revestimentos de piso e parede. Materiais industrializados como chapas  metálicas, vidro e  porcelanatos aliados à pintura epóxi podem criar esta atmosfera. Sendo assim, a obra de arte atua como elemento surpresa do ambiente, seja por possuir cores vibrantes, seja por conter diferenciadas volumetrias e efeitos. A finalização do espaço se dará com a utilização de uma iluminação mais expressiva, aliando os spots direcionáveis para lâmpadas AR70 (que dão destaque às obras de arte) à  fitas de LED em uma iluminação indireta embutidas em um forro de volumetrias diversas ou nichos de  parede. Desta maneira você estará levando a este pequeno espaço  tecnologia e inovação, resultando em uma atmosfera despojada.
Espaço projetado pela arquiteta Patrícia Azoni 


Enquanto que nos espaços residenciais utilizamos as obras de arte como elemento de destaque da ambientação de um Hall de Entrada, nos espaços corporativos muitas vezes estas são utilizadas como elemento complementar da decoração. Na realidade, em um Hall Corporativo procura-se transmitir o “espírito” da empresa através do apelo visual de sua logomarca. Esta acaba se tornando o elemento de destaque do espaço, gerando uma unidade visual entre a sede empresarial e as diferentes mídias em que é divulgada na sociedade: papelaria, totens, outdoor, etc. Neste sentido, as obras de arte ali inseridas não podem concorrer com tal apelo visual, mas tornarem-se peças auxiliares de comunicação visual.

Espaço projetado pela arquiteta Mariana Barbosa para Laboratório LB 

Espaço projetado pela arquiteta Mariana Barbosa para Laboratório LB

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Criando uma identificação com suas obras

COLUNA  ARTE NA PAREDE
Mariana Barbosa

          Com esta coluna inicio um novo trabalho na área de arquitetura de interiores, onde procurarei ajudar os apreciadores de arte a inserir obras no espaço arquitetônico de forma harmoniosa, segundo alguns critérios de estética em que me baseio para desenvolver projetos de interiores.
Além disso, gostaria de fazer com que os usuários deste blog possam buscar uma nova forma de dialogar com as obras de arte, visto que toda obra de arte tem a prerrogativa de causar sensações, gerar sentimentos, inspirações e significados diversos a cada um que a aprecia.
Sem Título - Artista Marinice Costa

Desta maneira, acredito que ao comprar uma obra de arte, o indivíduo deva identificar-se com tal. Existem obras que, ao apreciarmos, imediatamente nos causam algum tipo de sensação: admiração, surpresa, reflexão, questionamento... É a partir desta situação que encontramos a identificação indivíduo-obra, seja por nos remeter a algum lugar ou fato especial já vivenciado, seja por nos causar prazer visual sem qualquer explicação consciente.
Sendo assim, ao colocar em seu espaço arquitetônico a obra escolhida por algumas das razões citadas acima, além de estar enriquecendo esteticamente seu espaço, você estará transportando a ele suas vivências, seus interesses e até mesmo as suas memórias.
Considerando que os espaços arquitetônicos, assim como as obras de arte nele inseridas, tem o poder de comunicar o estilo de ser de seu usuário - arrojado ou conservador, alegre ou sóbrio, dinâmico ou estático -  fica aqui uma dica para a escolha de obras de arte não só para os espaços residenciais, mas também para os espaços corporativos:  procure obras de arte que simbolizem seu estilo pessoal ou a filosofia de sua empresa, a fim de atrair pessoas que se identifiquem com tais características por intermédio de seu apelo visual.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Coluna ARTE NA PAREDE

Você esta querendo mudar a cara da sua casa? Sua parede esta em branco e você não sabe o que fazer? A partir de agora você já sabe a quem procurar, a arquiteta Mariana Barbosa vai cuidar disto para nós.
Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (1997), Especialista em Gerenciamento de Obras pelo Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná, CEFET-PR(1998), Especialista em Arquitetura Contemporânea pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, PUC-MG(1999) e Mestre em Arquitetura pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2005).
A conceituada arquiteta paranaense junta-se a família Arte na Sacola para tirar todas nossas dúvidas, e ensinar como transformar nossa casa.
Siga-nos e aproveite!

Mariana Barbosa Arquitetura.
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